38 Comments

eu tive um lance engraçado quando completei 29 anos, a idade que meu pai tinha quando eu nasci. perguntei para ele como era ser pai de uma pessoa de 29 anos e ele só riu na minha cara e disse que era igual a ser pai de uma pessoa com todas as idades que eu já tive.

não entendi essa, deixei na conta da resposta poética, para eu continuar revisitando pelo resto da vida.

enfim... adorei o texto. também amo Interestelar e revi o filme no avião, da última vez que fui ao Brasil. é uma escolha maluca de filme para ver nessa situação,mas caiu bem.

abraço!

ps: obrigada por linkar meu último texto ❤️

Expand full comment

Oi Babi, seu texto (mais uma vez) me tocou muito, principalmente pelo momento que em estou vivendo (o luto). Consigo te entender perfeitamente quando fala do pavor em receber ligações, vivo esse "trauma" também. A chegada é um dos meus filmes preferidos, e Interestelar ainda não assisti, mas não é a primeira vez que vejo citação deste techo que citou texto e que tenho vontade assistir, vou aproveitar e matar essa vontade hoje. Obrigada pelo texto. Um beijo.

Expand full comment
Jun 23, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

Obrigada por contar sobre a partida de seu pai. Me identifiquei muito com os silêncios dos pais alheios, me lembrei de duas colegas que os pais faleceram quando tínhamos 14 anos - nunca falamos sobre o assunto, que eu saiba. Tenho pensado cada vez mais na partida dos meus pais, nem sei o que fazer com isso e... Não pretendo ter filhos. Outra coisa que faz pensar ainda mais na solidão de existir. Enfim... Quantos pensamentos. Amo Interstellar e todas as incongruências cientificas (odeio quem fica corrigindo filme, haha). Somos cancerianas, que delicia saber disso. Beijocas <3

Expand full comment
Jun 28, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

mais um texto daqueles de fazer o noso coraçao palpitar. é seu dom. Linkei na minha news, pra variar. beijo imenso.

Expand full comment
Jun 26, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

que relato sincero...

vivi algo parecido, mas com mãe e aos 23 - mas, depois de alguns meses de doença. também calei o luto (minha versão da camiseta rosa choque: moleton com letras rosa choque. Precisa ir formal? Era a minha primeira vez...) e bem: ele achou seu jeito de gritar bem alto - ainda hoje.

outro dia me peguei pensando no que comentou: aqui, a idade limite é 50. e aí, não paro de pensar na idade que o Pedro teria. 13.

sei lá. fiquei com vontade de conversar. SP podia ser mais pertinho.

meu abraço fortão <3

Expand full comment

que texto. ❤️❤️

Expand full comment

Eu tenho pavor do telefone. Minha mãe me escreve “me liga quando puder” e eu já tenho palpitações, faço a pior leitura possível da frase. Se o telefone toca sem nenhum tipo de aviso prévio, então, é um horror. O medo de perder é o lado B do amor... Fiquei muito muito tocada com seu texto. Obrigada por compartilhar... e vontade doida de rever estes dois filmes, que também amo tanto!

Expand full comment
Jun 25, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

Quando um texto tem o efeito de dez sessões de terapia: parece tão básico, mas precisei ler esta edição para interpretar meu coração disparado quando surge um telefonema – reforçada pela minha fama pública de "detestar telefonemas", o que só os torna ainda mais assustadores... :-((

Expand full comment
Jun 24, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

um abraço, babi <3

Expand full comment
Jun 24, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

Seu texto me tocou um bocado. Eu tenho os pais vivos, mas morando longe eu tenho esse pânico do telefone, da notícia, de estar longe. Mas, como vc disse sobre o fantasma dos pais, eu sinto esse medo desde a adolescência. Meu pai passou dos 80, a mãe dos 70 e eu cheguei aos 50. Estamos vivos! ❤️ (e fiquei com vontade de rever interstellar, que é tbem um dos meus filmes favoritos)

Expand full comment
Jun 24, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

Perdi minha mãe quando tinha 14 anos... E quando esse assunto chegou na minha sala de aula, a sensação que eu sentia era bem essa que você relatou... Decidi enfrentar de peito aberto... Mas foi só na vida adulta que fui perceber o efeito que " Esconder o luto" tinha me causado. Hoje, com quase 25 trato essa questão em quase toda a seção de terapia...

Penso eu que, todos que passam por grandes perdas, precisam do seu próprio tempo para poder digerir o luto por mais que seja um processo cansativo e muito dolorido!!!

Muito obrigado por compartilhar esse relato com a gente! ❤️

Expand full comment

Obrigada por compartilhar essa história, Babi! Eu me emocionei, me lembrei do meu pai, das muitas boas memórias que tenho dele, das minhas ansiedades com telefonemas (oriundas de outros traumas), e das várias vezes em que eu penso: "o que meu pai faria se estivesse por aqui nos dias de hoje?"

Adoro ler seus textos e reflexões. Obrigada de novo por compartilhá-los!

Expand full comment
Jun 23, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

Oi, Bárbara, que lindo o seu relato, arrepiante, obrigada por abrir as gavetas da alma.

Eu tenho 43 anos e minha mãe se tornou avó da minha sobrinha quando ela também tinha 43 anos. Eu não sou casada e não tenho filhos, vivo num estado de inadequação constante. Mas, como o trauma é uma linguagem impregnada, podemos sempre escolher outras palavras para contar a mesma historia, não é mesmo?

Um beijo!

Expand full comment
Jun 23, 2023Liked by Bárbara Bom Angelo

Sou uma leitora frequente e anônima, mas hoje fui tocada de uma forma especial. Adorei o texto, acho importante manifestarmos nossas dores mesmo que discretamente. Um beijo carinhoso,

Expand full comment

obrigada pelo texto, Bárbara!

Expand full comment

fico até arrepiada de ser mencionada por vc, Babi <3

Expand full comment