De Minas Gerais. Essa é a resposta que minha mãe dá quando pergunto de onde a família dela veio. De Minas Gerais. O resto não se sabe. Talvez alguns parentes tenham vindo da Espanha ou de Portugal ou da Alemanha. Mas essa informação se perdeu no tempo, se perdeu pela falta de um registro oficial.
O que ficou foram os nomes de avós e bisavós: Norvina, Belmira, Celuta.
Repete comigo: Norvina, Belmira, Celuta. Parece que estalam na boca de tão diferentes que soam. Nomes que sumiram da rotina, só aparecem mesmo quando se resolve contar uma história antiga.
“A gente do campo deixa poucas pegadas: um ditado, duas ou três anedotas, filhos. Deixa perguntas. Deixa um nome […]” — Cristina Rivera Garza, em Autobiografia do algodão, traduzido por Silvia Massimini Felix.
EXTRA #83 - Queria ser grande só para apoiadores
um inventário da reconstrução
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